Patologias do consultório · Gastrointestinal

Vômitos no lactente, refluxo fisiológico e DRGE

Como separar a regurgitação fisiológica do lactente da doença do refluxo, reconhecer os sinais de alarme cirúrgicos e neurológicos e evitar o uso desnecessário de inibidores de bomba de prótons

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), tratamento em casa e critérios para encaminhar ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais. 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Regurgitar é normal no lactente: o refluxo gastroesofágico fisiológico tem pico entre 1 e 4 meses e costuma resolver até 12–24 meses, sem prejuízo do crescimento. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) existe quando o refluxo causa sintomas incômodos ou complicações (esofagite, recusa alimentar com baixo ganho de peso, sintomas respiratórios). Irritabilidade ou choro isolados raramente são DRGE e não justificam inibidor de bomba de prótons (IBP) (NASPGHAN/ESPGHAN 2018, NICE NG1, SBP). O manejo inicial é tranquilizar a família, evitar excesso de volume, fracionar as mamadas e, na fórmula, usar espessamento. Se houver suspeita de alergia à proteína do leite de vaca, teste de 2–4 semanas com fórmula extensamente hidrolisada ou dieta materna de exclusão. IBP apenas por 4–8 semanas, em casos selecionados. A maioria é tratada em casa (🟢/🟡). Vômito bilioso, vômito em jato com desidratação, hematêmese, distensão abdominal, letargia, febre com toxemia ou fontanela abaulada exigem pronto-socorro (🔴).

1.O que é e como se apresenta

  • Refluxo gastroesofágico (RGE): passagem do conteúdo gástrico para o esôfago, com ou sem regurgitação ou vômito. É fisiológico em lactentes, sobretudo após as mamadas.
  • Regurgitação do lactente (Roma IV): lactente de 3 semanas a 12 meses com duas ou mais regurgitações por dia durante pelo menos 3 semanas, sem náuseas, hematêmese, aspiração, apneia, déficit de crescimento, dificuldade alimentar ou postura anormal. Pico entre 1 e 4 meses; resolve espontaneamente até 12–24 meses (SBP, AEP).
  • DRGE: RGE que causa sintomas incômodos ou complicações — recusa alimentar com baixo ganho de peso, esofagite, hematêmese, sintomas respiratórios recorrentes, postura de Sandifer (NASPGHAN/ESPGHAN 2018).
  • DRGE refratária: sem resposta após 8 semanas de tratamento otimizado.
  • Vômito × regurgitação: o vômito é expulsão forçada com contração abdominal; a regurgitação é passiva e sem esforço. Vômitos exigem pensar além do refluxo.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Regurgitação sem esforço, lactente feliz, ganho de peso adequado, exame normal, início antes dos 6 meses, sem sinais de alarme Tranquilizar; revisar técnica e volume das mamadas; sem medicamentos nem exames; acompanhamento de rotina
🟡 Moderada Regurgitação frequente com irritabilidade marcante, recusa ou dificuldade alimentar, ganho de peso limítrofe; suspeita de alergia à proteína do leite de vaca; sintomas típicos de esofagite na criança maior Medidas alimentares, espessamento, teste de 2–4 semanas com fórmula extensamente hidrolisada ou dieta materna; reavaliação em 1–2 semanas (peso); se persistir, gastroenterologia pediátrica; IBP apenas em casos selecionados
🔴 Grave Vômito bilioso; vômito em jato com desidratação ou alcalose; hematêmese ou melena; distensão abdominal, massa ou abdome doloroso; letargia, convulsão, fontanela abaulada, perímetro cefálico em aumento rápido; febre com toxemia; apneia ou episódio breve resolvido inexplicado com cianose; desidratação Encaminhar ao pronto-socorro/hospital para avaliação cirúrgica, neurológica ou infecciosa

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Idade < 2 meses com vômitos (estenose hipertrófica de piloro, má rotação com volvo, sepse, erro inato do metabolismo).
  • Prematuridade, displasia broncopulmonar, cardiopatia.
  • Doença neurológica, síndrome genética, atresia de esôfago operada, hérnia diafragmática.
  • Atopia pessoal ou familiar (maior chance de alergia à proteína do leite de vaca).
  • Contexto social que impede observação.

3.Diagnóstico no consultório

  • O diagnóstico do RGE fisiológico é clínico: história alimentar (volume, intervalo, técnica, preparo da fórmula), curva de peso e exame físico completo, incluindo fontanela, perímetro cefálico, abdome e desenvolvimento.
  • Excesso de volume é causa frequente de regurgitação em lactentes alimentados com fórmula; calcular a ingestão por quilo.
  • Exames: não são necessários no lactente com regurgitação e sem sinais de alarme (NICE NG1, NASPGHAN/ESPGHAN). A seriografia esôfago-estômago-duodeno não diagnostica DRGE; serve para anatomia (má rotação, estenose) quando indicada. pHmetria, impedâncio-pHmetria e endoscopia ficam com o gastroenterologista.
  • Ultrassonografia de piloro na suspeita de estenose hipertrófica (vômitos em jato não biliosos, geralmente entre 2 e 8 semanas, lactente faminto após vomitar).
  • Urina tipo 1 e urocultura se regurgitação começar após os 6 meses, houver febre ou baixo ganho de peso (NICE).

Sinais de alarme que indicam outra causa (NICE NG1, NASPGHAN/ESPGHAN 2018, SBP 2024, AEP 2023)

  • Vômito bilioso (verde) ou em jato persistente.
  • Hematêmese (excluir sangue deglutido do mamilo) ou sangue nas fezes.
  • Início após 6 meses ou persistência além de 12–18 meses.
  • Distensão abdominal, dor ou massa palpável.
  • Febre, letargia, convulsão, fontanela abaulada, aumento rápido do perímetro cefálico (> 1 cm por semana), vômitos matinais.
  • Perda de peso ou déficit de crescimento; diarreia crônica.
  • Disúria; hepatoesplenomegalia; síndrome genética ou doença crônica.

Diagnóstico diferencial que não pode passar

  • Estenose hipertrófica do piloro; má rotação com volvo; invaginação; hérnia encarcerada.
  • Infecção urinária, meningite, sepse.
  • Hipertensão intracraniana (hidrocefalia, hematoma subdural, inclusive por trauma não acidental).
  • Erros inatos do metabolismo, hiperplasia adrenal congênita.
  • Alergia à proteína do leite de vaca (APLV), com sobreposição importante de sintomas.
  • Superalimentação.

4.Tratamento em casa

Regurgitação fisiológica (🟢)

  • Explicar a história natural e o caráter benigno; o objetivo é tranquilizar a família e evitar medicalização.
  • Manter o aleitamento materno exclusivo; não trocar de fórmula sem motivo.
  • Evitar excesso de volume; mamadas menores e mais frequentes se o volume estiver acima do necessário (NICE).
  • Arrotar durante e após as mamadas; evitar compressão abdominal (roupas apertadas, posição sentada encurvada logo após a mamada).
  • Dormir sempre de barriga para cima, em superfície firme e plana; não elevar a cabeceira nem usar posição prona ou lateral para dormir (risco de morte súbita; SBP, AEP, NASPGHAN/ESPGHAN).
  • Evitar exposição ao tabaco.

Suspeita de DRGE no lactente (🟡) — passos sequenciais

  1. Espessamento: fórmula antirregurgitação (espessada com amido ou goma de alfarroba) no lactente com fórmula; o leite materno ordenhado pode ser espessado (NASPGHAN/ESPGHAN). O NICE sugere teste de alginato por 1–2 semanas no lactente amamentado com regurgitação e desconforto importantes, após avaliação da amamentação.
  2. Teste com fórmula extensamente hidrolisada (ou de aminoácidos) por 2–4 semanas no lactente com fórmula; no amamentado, dieta materna de exclusão do leite de vaca (a AAP inclui ovo) por 2–4 semanas. Se melhorar, confirmar APLV com reintrodução programada.
  3. IBP só se as medidas acima falharem e houver sintomas sugestivos de DRGE (recusa alimentar inexplicada, sofrimento marcante ou baixo ganho de peso — NICE), idealmente com o gastroenterologista. Teste por 4 semanas (NICE) a 8 semanas (NASPGHAN/ESPGHAN, SBP); reavaliar e suspender se não houver resposta.
Medicamento Dose Intervalo Duração Observação
Fórmula antirregurgitação Volume habitual para peso e idade Conforme rotina Enquanto houver regurgitação importante Reduz a regurgitação visível, não o refluxo ácido
Fórmula extensamente hidrolisada ou de aminoácidos Volume habitual Conforme rotina Teste de 2–4 semanas Na suspeita de APLV
Omeprazol SBP 2024: faixa de 1–4 mg/kg/dia (máx. 80 mg/dia) na tabela do guia — o texto do mesmo guia e a NASPGHAN/ESPGHAN 2018 usam 0,7–3,5 mg/kg/dia; iniciar pela menor dose da faixa (dose habitual em torno de 1 mg/kg/dia; conferir faixa etária aprovada em bula) 1x/dia, 30 min antes da mamada ou refeição 4–8 semanas, depois reavaliar e retirar Apenas DRGE com indicação; não para choro ou regurgitação isolados
Outros IBP (esomeprazol, lansoprazol, pantoprazol) Conforme bula e faixa etária aprovada 1x/dia 4–8 semanas Mesmas indicações; SBP cita famotidina como alternativa em casos leves
Alginato Conforme bula Após as mamadas Teste de 1–2 semanas (NICE) Opção do NICE; não usar junto com espessante

O que não fazer

  • Não usar IBP nem anti-H2 para regurgitação isolada ou choro e irritabilidade em lactente saudável (NICE, NASPGHAN/ESPGHAN, AAP, SBP). Os IBP não reduzem o choro e aumentam o risco de gastroenterite, pneumonia e alterações da microbiota.
  • Não usar procinéticos (domperidona, metoclopramida, bromoprida): sem eficácia comprovada e com risco cardiovascular ou extrapiramidal (SBP, NASPGHAN/ESPGHAN; NICE só com especialista).
  • Não usar posição prona, lateral ou cabeceira elevada para dormir; não usar travesseiros antirrefluxo.
  • Não pedir seriografia, pHmetria ou ultrassonografia para diagnosticar refluxo no lactente saudável.
  • Não suspender o aleitamento materno.

Criança maior e adolescente: pirose e dor epigástrica típicas justificam teste empírico com IBP por 4 semanas (NICE; NASPGHAN/ESPGHAN até 4–8 semanas), com medidas de estilo de vida (controle de peso, evitar refeições tardias e alimentos que desencadeiam os sintomas). Sem resposta ou com recorrência: gastroenterologia.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Vômito bilioso em qualquer idade — urgência cirúrgica até prova em contrário (má rotação com volvo).
  • Vômitos em jato persistentes com desidratação, letargia ou perda de peso (estenose de piloro).
  • Hematêmese não explicada por sangue deglutido, melena.
  • Abdome distendido, doloroso ou com massa; suspeita de invaginação ou hérnia encarcerada.
  • Fontanela abaulada, convulsão, letargia, aumento rápido do perímetro cefálico, suspeita de trauma craniano.
  • Febre com toxemia ou lactente < 3 meses febril.
  • Desidratação moderada a grave; apneia ou cianose associadas às mamadas.

Como encaminhar

  1. Suspender a alimentação oral no vômito bilioso ou na suspeita cirúrgica; se disponível e o transporte for demorado, sonda nasogástrica aberta.
  2. Iniciar hidratação venosa se houver desidratação ou choque e o consultório tiver estrutura (ver Diarreia aguda e desidratação, Plano C).
  3. Decúbito lateral no lactente que vomita e está sonolento; oxigênio se houver desconforto respiratório ou cianose.
  4. Contatar o serviço de destino, idealmente com cirurgia pediátrica; SAMU (192) se houver instabilidade ou sinais neurológicos.
  5. Relatório com início, características dos vômitos (bilioso, jato, sangue), curva de peso e exame.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Regurgitar é comum e costuma melhorar sozinho até o primeiro ano; o importante é o bebê ganhar peso e estar bem."
  • "Deite o bebê sempre de barriga para cima para dormir, em colchão firme, sem travesseiro e sem elevar a cabeceira."
  • "Não use remédios para refluxo por conta própria; eles não diminuem o choro e podem trazer efeitos colaterais."
  • Retorno para pesagem em 1–2 semanas quando houver ajuste alimentar ou teste com fórmula hidrolisada; depois, nas consultas de rotina.
  • Procurar o pronto-socorro se: vômito verde ou amarelo-esverdeado; vômitos em jato repetidos; sangue no vômito ou fezes pretas; barriga inchada e dura; moleira estufada; sonolência, moleza ou convulsão; febre com bebê abatido; fralda seca por muitas horas; bebê que fica roxo ou para de respirar durante as mamadas.

Veja também, nesta Biblioteca: Alergia alimentar e alergia à proteína do leite de vaca (APLV) (Alergia e Imunologia).

7.Comparação com as referências

Item SBP / MS AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Versão consultada SBP GPO Doença do refluxo gastroesofágico (2024); Manual Distúrbios GI funcionais (2022) Lightdale e Gremse, Pediatrics 2013 (resumo AAFP 2014); NASPGHAN/ESPGHAN 2018 (Rosen) NG1 (14/01/2015; atualizada 09/10/2019) Protocolo AEP/SEGHNP — Reflujo gastroesofágico y esofagitis, 2023 Health Library — GERD in Children (para famílias, sem data) Boston Children's — GERD (para famílias, sem data) Sem protocolo local aberto — segue o NICE
Regurgitação fisiológica Roma IV; sem medicamentos; resolução até 24 meses Tranquilizar; evitar superprescrição de IBP (relatório clínico 2013) Tranquilizar; não investigar sem sinais de alarme Pico 1–4 meses; resolve até 12–24 meses Comum < 2 anos e sem consequências; a maioria resolve aos 12–14 meses Normal no lactente que cresce bem, sem tratamento; a maioria supera por volta de 1 ano Segue o NICE
Medidas alimentares Evitar excesso de volume, fórmula espessada Espessamento; fórmula hidrolisada Revisar volume, mamadas menores e frequentes, espessamento; alginato no amamentado Evitar sobrealimentação, espessamento Manter ereto 30 min após a mamada, arrotar, bico adequado; cereal de arroz na fórmula pode ajudar Primeiro, medidas sem medicamento: posição e forma de alimentar Segue o NICE
Teste de APLV Fórmula extensamente hidrolisada ou aminoácidos 2–4 semanas Dieta materna sem leite e ovo ou fórmula hidrolisada, 2–4 semanas Referenciar se atopia ou sintomas sugestivos Dieta sem proteína do leite de vaca 2–4 semanas Fórmula sem leite ou soja se houver possível alergia Sem posição específica localizada Segue o NICE
IBP Esofagite ou doença ácida comprovada; 4–8 semanas Preferir IBP a procinéticos, com cautela contra excesso Não para regurgitação isolada; teste de 4 semanas se dificuldade alimentar, sofrimento ou baixo ganho Após falha das medidas dietéticas, 4–8 semanas Anti-H2 ou IBP prescritos (sem critérios) Medicamentos que reduzem o ácido (sem critérios) Segue o NICE
Procinéticos Não usar domperidona, metoclopramida, bromoprida Evidência insuficiente Não oferecer (só especialista) Papel secundário Cita medicamento que acelera o esvaziamento gástrico Cita medicamentos que aceleram o esvaziamento gástrico Segue o NICE
Posição Supina para dormir Supina para dormir Não recomenda posição como tratamento Não usar medidas posturais Consultar o médico antes de elevar a cabeceira do berço (segurança do sono) Mudança de posição durante a alimentação (sem detalhe) Segue o NICE

Leitura: as diretrizes convergem em separar a regurgitação fisiológica (que não se trata com medicamento) da DRGE, em recusar IBP para choro isolado e em proscrever procinéticos e posição prona. Todas priorizam medidas alimentares e o teste com fórmula hidrolisada ou dieta materna antes da supressão ácida, pela sobreposição com a APLV. As diferenças são de detalhe: o NICE propõe teste de IBP de 4 semanas quando há dificuldade alimentar, sofrimento marcante ou baixo ganho de peso e oferece alginato ao lactente amamentado; a NASPGHAN/ESPGHAN e a SBP falam em 4–8 semanas e reservam o IBP sobretudo à esofagite; a AAP (2013) admite posição prona apenas com o lactente acordado e supervisionado. Johns Hopkins e Boston Children's (páginas para famílias) concordam que a regurgitação do lactente que cresce bem não se trata com medicamento e começam pelas medidas alimentares, mas ainda citam medicamentos que aceleram o esvaziamento gástrico (procinéticos), que a SBP, a NASPGHAN/ESPGHAN e o NICE não recomendam; o Johns Hopkins troca a fórmula por "sem leite ou soja" na suspeita de alergia, sem especificar o hidrolisado. Posição do site: segue a SBP (GPO 2024): sem procinéticos, IBP só na esofagite ou na doença ácida comprovada e posição supina para dormir.

Pontos práticos
  1. "Lactente que regurgita, cresce e está feliz" não precisa de exame nem remédio.
  2. Choro e irritabilidade isolados não são indicação de IBP.
  3. Antes de qualquer medicamento: ajustar volume, fracionar, espessar e, se suspeita de APLV, teste de 2–4 semanas com fórmula extensamente hidrolisada ou dieta materna.
  4. Vômito bilioso é urgência cirúrgica em qualquer idade.
  5. Vômito em jato entre 2 e 8 semanas de vida: ultrassonografia de piloro.
  6. Início após 6 meses, fontanela abaulada ou baixo ganho de peso apontam para outra causa.

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Gastroenterologia. Guia Prático de Orientação — Doença do refluxo gastroesofágico, 2024. PDF
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Gastroenterologia. Distúrbios gastrointestinais funcionais no lactente e na criança menor de 4 anos (manual), 2022. PDF
  • NASPGHAN/ESPGHAN. Pediatric gastroesophageal reflux clinical practice guidelines (Rosen et al.), 2018 — resumo. PDF
  • NICE. NG1 — Gastro-oesophageal reflux disease in children and young people: diagnosis and management, 2015. nice.org.uk
  • American Academy of Pediatrics. Gastroesophageal reflux: management guidance for the pediatrician (Lightdale, Gremse), 2013 — resumo AAFP, 2014. aafp.org
  • AEP/SEGHNP. Protocolos diagnósticos y terapéuticos en Gastroenterología — Reflujo gastroesofágico y esofagitis en niños (Carabaño Aguado, Armas Ramos, Ortigosa Castillo), 2023. PDF
  • Johns Hopkins Medicine. Health Library — GERD (Gastroesophageal Reflux Disease) in Children (página para famílias, sem data; cópia do Internet Archive de 09/11/2025, consultada em 02/10/2026). hopkinsmedicine.org
  • Boston Children's Hospital (Harvard Medical School). Gastroesophageal Reflux Disease (GERD) (página para famílias, sem data; cópia do Internet Archive de 11/09/2025, consultada em 02/10/2026). childrenshospital.org