Patologias do consultório · Pele

Dermatite da área das fraldas

Prevenção com barreira, tratamento da candidíase e das infecções bacterianas, uso seguro de corticoide e diagnósticos diferenciais que não podem passar

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), tratamento em casa e critérios para encaminhar ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais. 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A dermatite da área das fraldas é, na maioria das vezes, irritativa: eritema nas áreas convexas (nádegas, grandes lábios, escroto, púbis), poupando as dobras, causado por umidade, urina, fezes e atrito. A base do tratamento e da prevenção é a mesma: trocas frequentes, limpeza suave com água, secar sem esfregar e camada generosa de creme de barreira com óxido de zinco e/ou petrolato a cada troca (SBP, AAP). A candidíase acomete as dobras, com eritema vivo, bordas nítidas e lesões satélites; trata-se com nistatina, miconazol ou clotrimazol tópicos. Corticoide tópico só de baixa potência (hidrocortisona 1%) por poucos dias; corticoides potentes e cremes combinados de corticoide, antifúngico e antibiótico devem ser evitados no lactente. Pápulas, bolhas ou crostas melicéricas sugerem impetigo; eritema perianal vivo e doloroso sugere dermatite estreptocócica, tratada com antibiótico oral. Quase todos os casos são tratados em casa (🟢/🟡). Febre com toxemia, bolhas extensas com descolamento da pele, celulite ou lesões purpúricas com hepatoesplenomegalia exigem pronto-socorro ou avaliação urgente (🔴). Dermatite que não responde em 1–2 semanas pede revisão do diagnóstico.

1.O que é e como se apresenta

  • Definição: dermatite inflamatória da região coberta pela fralda. É a dermatose mais comum do lactente, com pico entre 6 e 12 meses, e piora com diarreia, uso de antibióticos, início de alimentos sólidos e trocas espaçadas.
  • Mecanismo da forma irritativa: a oclusão e a umidade maceram a pele; a urease fecal eleva o pH, ativando proteases e lipases das fezes, que agridem a barreira cutânea.
  • Dermatite irritativa: eritema brilhante, às vezes descamativo, nas superfícies de contato; dobras poupadas (aspecto em "W"). Formas graves: erosões e ulcerações (Jacquet); pápulas e nódulos erosivos (dermatite pseudoverrucosa, granuloma glúteo infantil).
  • Candidíase: eritema vermelho-vivo que atinge as dobras inguinais, bordas bem definidas, pápulas e pústulas satélites; frequentemente com monilíase oral ou após antibiótico. Qualquer dermatite irritativa que dure mais de 3 dias tende a ser colonizada por Candida.
  • Impetigo: vesículas e bolhas flácidas que deixam erosões com colarete ou crostas cor de mel (Staphylococcus aureus, estreptococo do grupo A).
  • Dermatite estreptocócica perianal: eritema perianal vivo, bem delimitado, dor à evacuação, fissuras, fezes com sangue; pode haver vulvovaginite ou balanite. Mais comum entre 6 meses e 10 anos; recorre em até um terço dos casos.
  • Dermatite seborreica: placas rosa-salmão, gordurosas, nas dobras, com crosta láctea no couro cabeludo e lesões retroauriculares; lactentes pequenos.
  • Psoríase: placas vermelho-vivo, bem delimitadas, simétricas, brilhantes, que não respondem ao tratamento habitual; história familiar.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Eritema restrito às áreas de contato, sem erosões, sem pústulas; lactente em bom estado, sem febre Medidas de higiene, trocas frequentes e creme de barreira; retorno se não melhorar em 3 dias
🟡 Moderada Erosões, dor importante; candidíase (lesões satélites, dobras); impetigo localizado; dermatite estreptocócica perianal; falha após 3–7 dias de barreira; recém-nascido com lesões pustulosas localizadas, sem febre e em bom estado Antifúngico tópico, hidrocortisona 1% por poucos dias ou antibiótico conforme a causa; reavaliação em 48–72 h
🔴 Grave Febre, irritabilidade ou toxemia; bolhas extensas ou descolamento da pele com sinal de Nikolsky (síndrome da pele escaldada estafilocócica); celulite, área endurecida e dolorosa que se expande, crepitação ou necrose; vesículas agrupadas e erosões em saca-bocado com febre (infecção herpética disseminada); recém-nascido < 28 dias com pústulas e febre ou mau estado; desidratação por diarreia associada; lesões purpúricas com hepatoesplenomegalia, linfonodomegalia ou citopenias Pronto-socorro/hospital

Fatores de risco que elevam a gravidade ou a chance de outro diagnóstico

  • Idade < 3 meses (em especial recém-nascido).
  • Diarreia, uso recente de antibiótico, imunodeficiência, desnutrição.
  • Uso prévio de corticoide potente ou de cremes combinados (atrofia, estrias, granuloma glúteo, absorção sistêmica).
  • Falta de resposta ao tratamento adequado por 1–2 semanas.
  • Lesões fora da área das fraldas (face, couro cabeludo, extremidades, região periorificial).
  • Déficit de crescimento, diarreia crônica ou alopecia.
  • Contexto social de risco ou relato incompatível com as lesões.

3.Diagnóstico no consultório

O diagnóstico é clínico. Observar se as dobras estão poupadas (irritativa) ou acometidas (candidíase, seborreica, psoríase, histiocitose), procurar lesões satélites, examinar boca (monilíase), couro cabeludo, face, unhas e demais áreas de pele.

Exames: raramente necessários (DermNet; SBP).

  • Swab para cultura ou teste rápido para estreptococo na suspeita de dermatite perianal estreptocócica.
  • Cultura de secreção de bolhas ou pústulas em recém-nascido, lesões extensas ou falha terapêutica.
  • Exame micológico direto se dúvida sobre Candida.
  • Zinco sérico e fosfatase alcalina na suspeita de deficiência de zinco; biópsia (dermatologia) na suspeita de histiocitose, psoríase atípica ou lesões persistentes.

Diagnóstico diferencial que não pode passar

  • Histiocitose de células de Langerhans: pápulas acastanhadas ou purpúricas, petéquias e erosões nas dobras inguinais e no couro cabeludo (lembra dermatite seborreica), refratárias ao tratamento tópico; pode haver hepatoesplenomegalia, linfonodomegalia, otorreia, lesões ósseas e citopenias. Encaminhar para biópsia; se houver sinais sistêmicos, avaliação urgente.
  • Acrodermatite enteropática / deficiência de zinco: dermatite erosiva, bem delimitada, perioral, perianal e acral, com diarreia, alopecia, irritabilidade e infecções; congênita ou adquirida (prematuro, desmame, leite materno com pouco zinco, má absorção). Dosar zinco e tratar com reposição orientada por especialista.
  • Abuso sexual: lesões anogenitais traumáticas, equimoses, lacerações, verrugas anogenitais ou infecção sexualmente transmissível, relato incoerente. Examinar com cuidado, registrar e acionar o Conselho Tutelar e a rede de proteção; notificação obrigatória (compulsória).
  • Doença de Kawasaki: eritema e descamação perineal precoce (fase aguda) em criança com febre ≥ 5 dias, conjuntivite não purulenta, alterações de lábios e mucosa oral, exantema, edema de mãos e pés, linfonodo cervical. É diagnóstico que leva ao hospital (veja também, nesta Biblioteca: Doença de Kawasaki; Doenças exantemáticas).
  • Sífilis congênita: placas erosivas perianais, condiloma plano, lesões palmoplantares, rinite. Pedir VDRL da criança e da mãe; notificação obrigatória (compulsória).
  • Infecção herpética, escabiose (nódulos, lesões em mãos e axilas, contactantes com prurido), dermatite de contato alérgica (lenços, perfumes, elásticos), oxiuríase (prurido perianal noturno), dermatite atópica (raramente na área da fralda; veja também, nesta Biblioteca: Dermatite atópica no consultório), epidermólise bolhosa.

4.Tratamento em casa

Medidas para todos (SBP 2022; AAP 2024)

  • Trocar a fralda assim que molhar ou sujar (recém-nascido a cada 1–2 horas de dia; lactente a cada 3–4 horas, segundo a SBP); fraldas descartáveis superabsorventes, de tamanho adequado.
  • Limpar com água morna e algodão ou pano macio; lenços sem álcool e sem perfume; secar sem esfregar. Deixar a área sem fralda alguns minutos por troca.
  • Creme de barreira com óxido de zinco e/ou petrolato a cada troca, em camada espessa ("como cobertura de bolo", AAP). Não é preciso remover todo o creme a cada troca — só o que estiver sujo de fezes (SBP).
  • Não usar: talco, amido, bicarbonato, ácido bórico, receitas caseiras, sabonetes alcalinos, esfregar a pele. A AAP desaconselha pomadas com antibiótico vendidas sem prescrição. A SBP adverte que corticoide e nistatina não devem ser usados como prevenção.
Medicamento Dose Intervalo Duração Observação
Creme de barreira (óxido de zinco e/ou petrolato) Camada espessa A cada troca Contínuo, prevenção e tratamento Base de todo tratamento; aplicar por cima do antifúngico ou do corticoide
Nistatina creme ou pomada (100.000 UI/g) Fina camada Conforme bula (em geral 2–4x/dia) Até 7–10 dias após a resolução (CKS/patient.info para antifúngicos) Candidíase (SBP). Se houver monilíase oral, associar nistatina suspensão oral
Miconazol 2% ou clotrimazol 1% creme Fina camada 2–3x/dia Até 7–10 dias após a resolução Alternativas à nistatina (SBP cita miconazol)
Hidrocortisona 1% creme Fina camada, antes da barreira 1–2x/dia Máximo 7 dias Só se inflamação intensa ou dermatite seborreica; não usar como prevenção nem de forma contínua
Mupirocina 2% pomada Fina camada 2–3x/dia 5 dias (IDSA) Impetigo localizado, poucas lesões
Cefalexina VO 50–100 mg/kg/dia (SBP, DC nº 12, de 08/02/2022 — Picadas de inseto) 6/6 h 7 dias, prolongando se não houver melhora (SBP, DC nº 12, de 08/02/2022) Impetigo extenso ou bolhoso múltiplo
Amoxicilina VO 30–50 mg/kg/dia (SBP, como em Faringoamigdalite) 8/8 h ou 12/12 h 10 dias Dermatite estreptocócica perianal (1ª escolha); penicilina V é alternativa; associar mupirocina tópica é opcional (AAFP). Divergência: dose única diária de 50 mg/kg/dia, máx. 1 g (IDSA)

Particularidades

  • Evitar corticoides potentes (betametasona, clobetasol, mometasona e similares) e cremes combinados de corticoide, antifúngico e antibiótico (neomicina, gentamicina) no lactente: a fralda funciona como curativo oclusivo e aumenta a absorção, com risco de atrofia, estrias, granuloma glúteo infantil, supressão adrenal e Cushing exógeno (SBP; DermNet). A neomicina também sensibiliza.
  • Candidíase: usar o antifúngico sozinho no início e, por cima, o creme de barreira quando a pele melhorar.
  • Dermatite seborreica: emolientes, barreira, antifúngico tópico; hidrocortisona 1% por poucos dias se necessário.
  • Psoríase: hidrocortisona 1% por curto período e encaminhar à dermatologia se persistir.
  • Dermatite estreptocócica perianal: confirmar com teste rápido ou cultura quando disponível; tratamento tópico isolado costuma falhar; recidivas são frequentes, por isso reavaliar ao final do curso. A DermNet cita curso de até 14 dias com penicilina oral.
  • Diarreia associada: tratar a causa e reforçar barreira; hidratação (veja também, nesta Biblioteca: Diarreia aguda e desidratação).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Febre com irritabilidade, prostração ou toxemia.
  • Bolhas extensas, pele que descola ao toque, eritema doloroso difuso (síndrome da pele escaldada estafilocócica).
  • Celulite que se expande, área endurecida, violácea, crepitante ou necrótica (fasceíte, gangrena de Fournier).
  • Recém-nascido (< 28 dias) com pústulas ou bolhas e febre, recusa alimentar ou mau estado geral.
  • Vesículas agrupadas com febre ou mau estado (herpes simples disseminado).
  • Desidratação por diarreia.
  • Febre persistente com sinais de Kawasaki.
  • Lesões purpúricas com hepatoesplenomegalia, linfonodomegalia, palidez ou sangramento (histiocitose, leucemia) — avaliação hospitalar ou hematológica urgente.
  • Suspeita de abuso sexual com lesão aguda ou risco imediato: serviço de referência para violência sexual (profilaxias) e rede de proteção.

Encaminhamento ambulatorial: dermatologia se refratária a 2 semanas de tratamento adequado, suspeita de psoríase, histiocitose sem sinais sistêmicos, deficiência de zinco ou granuloma glúteo.

Como encaminhar

  1. Antitérmico se febre; manter a pele descoberta ou com gaze vaselinada, sem cremes novos.
  2. Na suspeita de síndrome da pele escaldada ou sepse: contato com o serviço, acesso venoso se possível e transporte rápido; antibiótico parenteral não deve atrasar.
  3. Oferecer líquidos se aceitar via oral (exceto se vômitos ou rebaixamento).
  4. Relatório com evolução das lesões, fotos (com consentimento), produtos já usados e doses.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "A assadura melhora com trocas frequentes, limpeza só com água e bastante pomada de barreira em toda troca. Não esfregue para tirar toda a pomada."
  • "Não use talco, amido ou receitas caseiras, nem pomada com corticoide ou antibiótico sem orientação."
  • "Se a assadura entrar nas dobrinhas, ficar vermelho-vivo com bolinhas em volta, volte: pode ser fungo."
  • "O creme antifúngico deve continuar alguns dias depois que a pele ficar boa."
  • "A pomada de corticoide receitada é só por poucos dias (no máximo 7)."
  • Retornar se não houver melhora em 3 dias, se surgirem bolhas, pus, feridas abertas, dor ao evacuar ou fezes com sangue, ou se a assadura voltar sempre.
  • Ir ao pronto-socorro se: febre com bebê muito irritado ou molinho; bolhas grandes ou pele descolando; vermelhidão que se espalha rápido e dói muito; bebê com menos de 1 mês com bolinhas de pus e febre; manchas roxas pelo corpo.

7.Comparação com as referências

Item SBP / MS AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Versão consultada SBP GPA Dermatite de fraldas: diagnósticos diferenciais (2022); DC 2016 HealthyChildren.org — Diaper rash (2024) CKS Nappy rash via Patient.info (sem data) Pediatría Integral (SEPEAP) — Pozo Román, 2016 Health Library — Diaper Dermatitis (para famílias, sem data) Boston Children's — Diaper Rash (para famílias, sem data) Sem protocolo local aberto — segue o NICE
Prevenção Trocas frequentes (1–2 h RN; 3–4 h lactente), barreira com óxido de zinco/petrolato, lenços sem álcool Trocas frequentes, barreira espessa, produtos sem perfume Barreira, deixar sem fralda, evitar talco (CKS, via patient.info) Arejar 5–10 min por troca; fraldas superabsorventes; óxido de zinco Trocas frequentes, períodos sem fralda, limpeza com água morna e pano macio, pouco sabão, lenços sem perfume nem álcool, pomada protetora Seco e limpo; checar a fralda a cada hora durante a dermatite; sem lenço umedecido enquanto houver dermatite; pouco sabão; arejar; vaselina como barreira Segue o NICE
Candidíase Nistatina ou miconazol tópico; nistatina oral se monilíase Antifúngico tópico prescrito pelo pediatra Imidazol tópico até 7–10 dias após resolução Imidazol ou ciclopirox, com corticoide de baixa potência 4–5 dias Creme ou pomada antifúngica Creme específico prescrito pelo médico (sem nome); melhora em 2–3 dias Segue o NICE
Corticoide Não usar como prevenção; só curto prazo, risco de atrofia e Cushing Não detalhado no material para famílias Hidrocortisona 1% por no máximo 7 dias Baixa potência na moderada; média potência na grave Creme de corticoide na dermatite mais grave (sem potência nem duração) Sem posição específica localizada Segue o NICE
Antibiótico Impetigo no diferencial Evitar pomada antibiótica sem prescrição Antibiótico se infecção bacteriana secundária Estreptocócica perianal: antibiótico oral e tópico Antibiótico na infecção bacteriana Sem posição específica localizada Segue o NICE
Diferencial grave Histiocitose, acrodermatite enteropática, sífilis, abuso Procurar pediatra se bolhas, pus, febre Encaminhar se não responde ou suspeita de outra dermatose Histiocitose e acrodermatite enteropática Procurar o médico se não melhorar em 2–3 dias, se piorar ou com bolhas ou pústulas Procurar se sem melhora em 3 dias, bolhas > 2,5 cm, pele viva ou sangrando, pústulas ou crostas, extensão além da fralda, febre ou criança muito doente Segue o NICE

Leitura: há convergência total quanto à prevenção e ao tratamento da forma irritativa com trocas frequentes e barreira com óxido de zinco ou petrolato, ao antifúngico tópico na candidíase e à necessidade de rever o diagnóstico quando não há resposta. A principal divergência é no corticoide: a AEP admite corticoide de média potência nas formas graves e combinações com antifúngico, enquanto a SBP e as fontes britânicas restringem-se à baixa potência (hidrocortisona 1%) por no máximo 7 dias, posição adotada neste documento. A duração do antifúngico após a resolução (7–10 dias) vem de fontes britânicas; a SBP não a especifica. Johns Hopkins e Boston Children's (páginas para famílias) convergem nas trocas frequentes, na barreira e no antifúngico na candidíase; o Johns Hopkins admite corticoide na forma mais grave sem fixar potência, e o Boston Children's desaconselha lenço umedecido durante a dermatite e orienta retorno se não houver melhora em 3 dias. Posição do site: segue a SBP (2022), com corticoide só de baixa potência por até 7 dias.

Pontos práticos
  1. Dobras poupadas = irritativa; dobras acometidas com lesões satélites = candidíase.
  2. Creme de barreira espesso em toda troca é tratamento e prevenção; nistatina e corticoide não servem para prevenir.
  3. No lactente, só hidrocortisona 1% por até 7 dias; nunca corticoide potente nem creme combinado com antibiótico.
  4. Eritema perianal vivo e doloroso é estreptococo até prova em contrário: teste rápido e amoxicilina oral por 10 dias.
  5. Dermatite refratária, purpúrica ou com lesões periorificiais e acrais: pense em histiocitose e deficiência de zinco e encaminhe.
  6. Lesões anogenitais incompatíveis com a história exigem avaliação de abuso e acionamento da rede de proteção.

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Dermatologia. Guia Prático de Atualização — Dermatite de fraldas: diagnósticos diferenciais, 2022. PDF
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Dermatologia. Dermatite da área das fraldas — diagnóstico diferencial, 2016. PDF
  • American Academy of Pediatrics. Diaper rash (HealthyChildren.org), 2024. healthychildren.org
  • Patient.info. Nappy rash (baseado nas recomendações do NHS/NICE CKS). patient.info
  • DermNet. Napkin dermatitis. dermnetnz.org
  • DermNet. Perianal streptococcal dermatitis. dermnetnz.org
  • American Academy of Family Physicians. Perianal streptococcal dermatitis, 2000. aafp.org
  • Pediatrics & Neonatology. Perianal streptococcal dermatitis, 2019. pediatr-neonatol.com
  • IDSA. Practice guidelines for the diagnosis and management of skin and soft tissue infections, 2014. academic.oup.com
  • AEP/SEPEAP, Pediatría Integral. Dermatitis del pañal y trastornos relacionados (Pozo Román), 2016. pediatriaintegral.es
  • Johns Hopkins Medicine. Health Library — Diaper Dermatitis (página para famílias, sem data; cópia do Internet Archive de 10/08/2025, consultada em 02/10/2026). hopkinsmedicine.org
  • Boston Children's Hospital (Harvard Medical School). Diaper Rash (página para famílias, sem data; cópia do Internet Archive de 15/04/2026, consultada em 02/10/2026). childrenshospital.org