Neonatologia · Infecções

Infecções Congênitas (TORCH e Sífilis)

Infecções de transmissão materno-fetal

Em resumo — posição do site

Sífilis (SBP, GPA nº 226/2025; MS, PCDT 2022): teste não treponêmico pareado mãe–RN em sangue periférico; penicilina cristalina 50.000 UI/kg/dose IV de 12/12 h na 1ª semana e de 8/8 h depois, por 10 dias (procaína 50.000 UI/kg IM 1×/dia por 10 dias se não houver neurossífilis); benzatina 50.000 UI/kg IM dose única só no RN de mãe não tratada ou inadequadamente tratada com exame físico, exames e teste normais. Toxoplasmose (SBP, DC nº 6/2020): sulfadiazina + pirimetamina + ácido folínico por 12 meses. CMV: PCR em urina ou saliva antes de 3 semanas de vida; nos sintomáticos com acometimento moderado a grave, valganciclovir 16 mg/kg/dose VO de 12/12 h por 6 meses (AAP, ECCI 2024 — exceção formal à regra SBP → MS, decisão do Dr. Stefani, 10/2026, porque SBP 2011 e MS 2014, que usam ganciclovir IV, são anteriores ao ensaio de 2015). Herpes: aciclovir 20 mg/kg/dose IV de 8/8 h, 14 dias (pele, olho e boca) ou ≥ 21 dias (SNC ou disseminada), seguido de supressão oral por 6 meses em todos os sobreviventes (AAP). Todo RN com infecção congênita: triagem auditiva, fundo de olho e seguimento do desenvolvimento.

1. Importância do tema

As infecções congênitas (STORCH: sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes; e Zika) vão de restrição de crescimento e malformações a sequelas tardias auditivas, visuais e neurológicas. A maioria dos RN infectados é assintomática ao nascer: 60–90% na sífilis congênita (SBP 2025) e a grande maioria na toxoplasmose (SBP 2020) e no CMV. No Brasil, a sífilis congênita atingiu 10,3 casos/1.000 nascidos vivos em 2022 (SBP 2025). Rastrear na gestação, investigar o RN exposto e tratar cedo mudam o prognóstico.

2. Avaliação inicial

3. Fisiopatologia aplicada

A infecção materna atinge o feto pela placenta (sífilis, toxoplasmose, rubéola, CMV, Zika) ou no parto (herpes, em geral). A gravidade depende da idade gestacional da infecção: no 1º trimestre, maior risco de malformação (rubéola, CMV, toxoplasmose, Zika); no fim da gestação, maior taxa de transmissão com doença menos grave na toxoplasmose. A replicação persistente explica as sequelas tardias (coriorretinite nova, surdez progressiva no CMV) — por isso o seguimento continua após a alta.

4. Investigação

AgenteDiagnóstico no RN
SífilisTeste não treponêmico (VDRL ou RPR) pareado mãe–RN em sangue periférico, nunca de cordão; título do RN ≥ 2 diluições acima do materno = sífilis congênita, mas título igual ou menor não exclui. Mãe não tratada ou inadequadamente tratada: hemograma, radiografia de ossos longos, líquor (células, proteína, VDRL), além de glicemia (SBP 2025; PCDT 2022)
ToxoplasmoseIgM por captura (ELISA) e IgG do binômio; placenta; fundo de olho; ultrassonografia transfontanelar; hemograma; nos alterados ou sintomáticos, líquor, funções hepática e renal, audiometria e TC de crânio (SBP 2020)
CMVPCR em urina ou saliva antes de 3 semanas de vida (saliva positiva confirmada em urina, pelo risco de contaminação pelo leite); depois de 3 semanas, só o sangue seco do teste do pezinho permite diagnóstico retrospectivo (ECCI 2024; Johns Hopkins 2025). Positivos: hemograma, função hepática, ultrassonografia de crânio (RM se alterada), fundo de olho e avaliação auditiva
Herpes simplesSwabs de superfície (olhos, boca, nariz, reto) com cerca de 24 h de vida e de lesões, PCR em sangue e líquor, transaminases (Johns Hopkins 2025)
RubéolaIgM no RN; RT-PCR (secreção de orofaringe, urina); notificação obrigatória (compulsória)

A investigação para STORCH no RN de mãe com sífilis faz parte da estratégia do MS (Portaria nº 3.502/2017, citada no PCDT 2022).

5. Sífilis congênita

MedicamentoDoseFonteObservações
Penicilina G cristalina50.000 UI/kg/dose IV, de 12/12 h na 1ª semana de vida e de 8/8 h depois, por 10 diasMS, PCDT IST 2022Obrigatória na neurossífilis; reiniciar se atraso > 24 h
Penicilina G procaína50.000 UI/kg IM, 1×/dia, por 10 diasMS, PCDT IST 2022Só sem neurossífilis; reiniciar se atraso > 24 h
Penicilina G benzatina50.000 UI/kg IM, dose únicaMS, PCDT IST 2022; SBP 2025Só no RN de mãe não ou inadequadamente tratada, com exame físico, exames complementares e teste não treponêmico normais
Diagnóstico após 1 mês de idadePenicilina cristalina 50.000 UI/kg IV de 4/4 h a 6/6 h, por 10 diasMS, PCDT IST 2022—

Seguimento da sífilis congênita: consultas na 1ª semana e aos 1, 2, 4, 6, 9, 12 e 18 meses; teste não treponêmico aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses; avaliações oftalmológica, audiológica e neurológica semestrais por 2 anos; líquor a cada 6 meses se neurossífilis (SBP 2025). Detalhes e divergências: Sífilis congênita (Temas atualizados).

6. Toxoplasmose congênita

Tratar todo RN com infecção confirmada, sintomático ou não, de preferência a partir da 1ª semana de vida, por 12 meses (SBP 2020; MS 2014).

MedicamentoDoseFonteObservações
Sulfadiazina100 mg/kg/dia VO, de 12/12 h, por 12 mesesSBP, DC nº 6/2020; MS 2014Comprimidos de 500 mg; solução manipulada
Pirimetamina2 mg/kg/dia VO de 12/12 h por 2 dias; depois 1 mg/kg/dia em dose única por 6 meses; nos 6 meses seguintes, 1 mg/kg em dias alternados (3×/semana)SBP, DC nº 6/2020MS 2014: 1 mg/kg/dia por 2 a 6 meses, conforme a gravidade, e depois 3×/semana
Ácido folínico5–10 mg VO 3×/semana; manter 1 semana após suspender a pirimetaminaSBP, DC nº 6/2020Neutropenia: 10 mg/dia (SBP) ou 20 mg/dia se < 1.000 neutrófilos (MS); < 500/mm³: suspender a pirimetamina temporariamente. Nunca substituir por ácido fólico (MS)
Prednisona0,5 mg/kg/dose VO de 12/12 hSBP, DC nº 6/2020; MS 2014 (1 mg/kg/dia)Só com retinocoroidite ativa ou proteína do líquor > 1 g/dL; retirar gradualmente após a melhora

Controles: hemograma com plaquetas semanal no 1º mês e depois mensal; oftalmologista a cada 3 meses no 1º ano e semestral até 6 anos; neuropediatra e fonoaudiologia a cada 3 meses no 1º ano (SBP 2020). Toxoplasmose congênita é de notificação obrigatória (compulsória) — MS 2018.

7. Citomegalovírus congênito

MedicamentoDoseFonteObservações
Valganciclovir16 mg/kg/dose VO de 12/12 h por 6 meses (6 semanas na perda auditiva isolada)Kimberlin, NEJM 2015; ECCI 2024; Red Book 2024–2027Hemograma (neutropenia) e função hepática e renal seriados
Ganciclovir (se a via oral não for possível)8–12 mg/kg/dia IV de 12/12 h, por 6 semanasMS 2014Neutropenia < 500 ou plaquetas < 50.000: reduzir para 4–6 mg/kg/dia; creatinina > 2 mg/dL: contraindicação (MS 2014). SBP 2011: 10 mg/kg/dia por 2–4 semanas

Seguimento auditivo em todo CMV congênito, inclusive assintomático: audiometria a cada 3 meses no 1º ano e a cada 6 meses até 3 anos (Johns Hopkins 2025). Mais detalhes: CMV congênito e herpes simples neonatal.

8. Herpes simples neonatal

9. Rubéola, Zika e outras

Notificação obrigatória (compulsória) na DNV: a microcefalia e as demais anomalias estruturais da infecção congênita (catarata, cardiopatia) — além da notificação própria da sífilis, da toxoplasmose, da rubéola e da SCZ — é anomalia congênita (CID-10, capítulo Q) e deve ser registrada na Declaração de Nascido Vivo — campo 6 assinalado e descrição detalhada no campo 41, sem agrupar; no óbito fetal ou infantil, na Declaração de Óbito (Portaria GM/MS nº 10.175, de 23/01/2026; NT nº 3/2026-SVSA/MS).

10. Gravidade e encaminhamento

GravidadeCritériosConduta
🟢 LeveCriança exposta à sífilis com mãe adequadamente tratada e RN normal; RN de mãe com infecção sem evidência de transmissão, com exames normaisSeguimento na atenção básica e no ambulatório de puericultura, com os exames sorológicos do protocolo
🟡 ModeradaInfecção congênita confirmada em RN estável (toxoplasmose, CMV assintomático ou com perda auditiva isolada, sífilis com avaliação a completar)Encaminhar com prioridade ao infectologista pediátrico, ao oftalmologista e à audiologia; iniciar o tratamento indicado; notificação quando obrigatória
🔴 GraveRN sintomático grave: quadro séptico, hepatite ou plaquetopenia importantes, convulsões, hidrocefalia, neurossífilis, suspeita de herpes neonatal, pneumoniteUTI neonatal imediata (transferência se fora dela); aciclovir empírico na suspeita de herpes; penicilina cristalina na sífilis com neurossífilis

11. Comparação com as referências

ItemSBPMinistério da SaúdeAAPNICEAEPJohns HopkinsHarvardOxford / Cambridge
Versão consultadaGPA nº 226 (sífilis), 11/09/2025; DC nº 6 (toxoplasmose), 07/2020; Citomegalovirose neonatal, 07/12/2011PCDT IST 2022; Atenção à Saúde do RN, v. 2, 2014; Protocolo de notificação da toxoplasmose, 2018Red Book 2024–2027; Congenital Syphilis Guide, 08/07/2025Sem diretriz de infecção congênita; UK NSC (CMV), 25/06/2026; BASHH sífilis 2024; BASHH/RCOG herpes 2024Protocolo de Neonatologia nº 20 — Infecciones congénitas, 2008; SEIP (CMV), 2009cCMV, 23/07/2025; HSV, 10/06/2025Sem documento específico localizadoSeguem UK NSC, BASHH e RCOG
Sífilis — RN de mãe inadequadamente tratada com avaliação normalBenzatina dose únicaBenzatina dose únicaBenzatina aceitável com avaliação completa normal e seguimento garantido10 dias de penicilina (BASHH)Benzatina possívelSegue CDC/AAP—BASHH
Toxoplasmose12 meses; pirimetamina com ataque de 2 dias12 meses; pirimetamina 1 mg/kg/dia por 2–6 meses12 meses (Red Book)—12 meses; ataque de 2 dias———
CMV — tratamentoGanciclovir IV 2–4 semanas (2011)Ganciclovir IV 6 semanas (2014)Valganciclovir 6 meses; 6 semanas na perda auditiva isoladaNão recomenda triagem neonatal (2026)ECCI 2024: valganciclovir 6 meses; tratar perda auditiva isoladaValganciclovir 6 meses / 6 semanas—UK NSC
Herpes — supressão oralSem documentoSem documento6 meses, todosSó SNC ou disseminada—6 meses, todos—BASHH/RCOG

Leitura: na sífilis e na toxoplasmose, SBP e MS estão atualizados e alinhados entre si e ao núcleo internacional; a divergência mais relevante é a benzatina dose única no RN de mãe inadequadamente tratada com avaliação normal (SBP/MS e, com ressalvas, CDC/AAP) contra 10 dias de penicilina da BASHH. No CMV, a SBP (2011) e o MS (2014) são anteriores ao ensaio que estabeleceu o valganciclovir oral por 6 meses (Kimberlin, NEJM 2015), hoje padrão na AAP, no consenso europeu (ECCI 2024) e na Johns Hopkins, que também tratam a perda auditiva isolada; o Reino Unido (UK NSC, 06/2026) não recomenda a triagem neonatal universal. No herpes, não há documento nacional; o aciclovir 20 mg/kg de 8/8 h é consenso, e a supressão oral diverge (todos × só SNC/disseminada). Posição do site: SBP e MS na sífilis e na toxoplasmose; no CMV, valganciclovir por 6 meses pela AAP/ECCI, exceção formal à regra por desatualização da SBP e do MS (decisão do Dr. Stefani, 10/2026); no herpes, aciclovir do padrão do site e supressão oral de 6 meses em todos os sobreviventes (AAP).

12. Complicações e erros comuns

13. Pontos-chave (ENAMED)

14. Referências

  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento Científico de Neonatologia. Sífilis congênita. Guia Prático de Atualização nº 226, 11 set. 2025.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília, 2022. Disponível em: bvsms.saude.gov.br.
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento Científico de Neonatologia. Toxoplasmose congênita. Documento Científico nº 6, jul. 2020. Disponível em: sbp.com.br.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde. v. 2 (toxoplasmose, citomegalovirose). 2. ed. atual. Brasília, 2014. Disponível em: bvsms.saude.gov.br.
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de notificação e investigação: toxoplasmose gestacional e congênita. Brasília, 2018. Disponível em: bvsms.saude.gov.br.
  6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Citomegalovirose neonatal. 07 dez. 2011. Disponível em: sbp.com.br.
  7. KIMBERLIN, D. W. et al. Valganciclovir for symptomatic congenital cytomegalovirus disease. N Engl J Med, v. 372, n. 10, p. 933-943, 2015. doi:10.1056/NEJMoa1404599.
  8. LERUEZ-VILLE, M. et al. Consensus recommendation for prenatal, neonatal and postnatal management of congenital cytomegalovirus infection from the European congenital infection initiative (ECCI). Lancet Reg Health Eur, v. 40, 100892, 2024. doi:10.1016/j.lanepe.2024.100892.
  9. JOHNS HOPKINS ALL CHILDREN'S HOSPITAL. Asymptomatic Congenital CMV Infection — Clinical Pathway, atualizado em 23 jul. 2025. Disponível em: hopkinsmedicine.org.
  10. JOHNS HOPKINS ALL CHILDREN'S HOSPITAL. NICU — Neonatal HSV Infection Evaluation and Management Clinical Pathway, 10 jun. 2025. Disponível em: hopkinsmedicine.org.
  11. KIMBERLIN, D. W. et al. Oral acyclovir suppression and neurodevelopment after neonatal herpes. N Engl J Med, v. 365, n. 14, p. 1284-1292, 2011. doi:10.1056/NEJMoa1003509.
  12. CLARKE, E. et al. Diretriz conjunta BASHH/RCOG sobre herpes genital na gestação (2024). Int J STD AIDS, 2025. Disponível em: bashh.org.
  13. KINGSTON, M. et al. UK guidelines for the management of syphilis in pregnancy and children 2024 (BASHH). Int J STD AIDS, 2024. Disponível em: bashh.org.
  14. AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Congenital Syphilis Evaluation and Treatment Guide, 08 jul. 2025. Disponível em: aap.org.
  15. UK NATIONAL SCREENING COMMITTEE. Cytomegalovirus — newborn and antenatal screening review, 25 jun. 2026. Disponível em: gov.uk.
  16. SALVIA, M. D. et al. Infecciones congénitas. Protocolos diagnóstico-terapéuticos de la AEP: Neonatología, nº 20, 2008. Disponível em: seneo.es.

Veja também, em Temas atualizados em Neonatologia: Sífilis congênita; CMV congênito e herpes simples neonatal; Febre do Oropouche e transmissão vertical. Nesta área: Meningite neonatal; Conjuntivite neonatal.

15. Casos clínicos (estilo ENAMED)

Caso 1. RN pequeno para a idade gestacional, com microcefalia, calcificações intracranianas periventriculares à ultrassonografia e falha na triagem auditiva.

Questão 1. Agente mais provável? (A) Toxoplasma gondii (B) Citomegalovírus (C) Treponema pallidum (D) Rubéola (E) Herpes simples

Questão 2. Como confirmar a infecção congênita? (A) IgG isolada (B) PCR para CMV em urina ou saliva antes de 3 semanas de vida (C) Hemocultura (D) Só a clínica (E) PCR após 2 meses

Questão 3. Tratamento do CMV congênito sintomático com acometimento do SNC? (A) Aciclovir (B) Valganciclovir 16 mg/kg/dose VO de 12/12 h por 6 meses (C) Penicilina cristalina (D) Sulfadiazina + pirimetamina (E) Sem tratamento

Caso 2. RN com pênfigo palmoplantar, rinite serossanguinolenta, hepatoesplenomegalia e lesões ósseas; mãe com teste reagente e sem tratamento.

Questão 4. Agente mais provável? (A) Citomegalovírus (B) Treponema pallidum (C) Toxoplasma gondii (D) Rubéola (E) Zika

Questão 5. Tratamento? (A) Azitromicina oral (B) Penicilina G cristalina 50.000 UI/kg/dose IV (12/12 h na 1ª semana; 8/8 h depois), por 10 dias (C) Ceftriaxona dose única (D) Penicilina benzatina dose única (E) Valganciclovir

Questão 6. Tríade clássica da toxoplasmose congênita? (A) Catarata, surdez e cardiopatia (B) Coriorretinite, calcificações intracranianas difusas e hidrocefalia (C) Pênfigo, rinite e lesões ósseas (D) Microcefalia, surdez e PIG (E) Exantema, febre e icterícia

Gabarito comentado. Q1 — B. Q2 — B: a janela é de 3 semanas; depois, só o sangue seco do teste do pezinho. Q3 — B: valganciclovir por 6 meses (Kimberlin 2015; AAP; ECCI 2024). Q4 — B. Q5 — B: RN sintomático é sífilis congênita — 10 dias de penicilina (cristalina, obrigatória se neurossífilis); benzatina dose única só com avaliação normal (PCDT 2022). Q6 — B.

Revisão: outubro de 2026.