Alergia e Imunologia · Reações alérgicas

Alergia a medicamentos

Reações imediatas e tardias, rótulo de alergia à penicilina e desrotulagem com provocação oral direta com amoxicilina, cefalosporinas no alérgico à penicilina, hipersensibilidade a anti-inflamatórios, reações cutâneas graves (SSJ/NET, DRESS) e vacinas na criança alérgica

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Reação a medicamento na criança é comum; alergia verdadeira, não. O exantema ou a urticária que aparecem dias após a amoxicilina durante uma virose são a causa mais frequente do rótulo falso de alergia à penicilina: mais de 90% das crianças investigadas toleram o antibiótico, e cerca de 80% perdem a alergia em 10 anos (SBP 2020). O rótulo leva a antibióticos piores e mais caros. A SBP orienta não firmar o diagnóstico sem avaliação do especialista e teste de provocação oral (SBP 2023). Na criança com reação cutânea benigna (exantema ou urticária sem mucosa, sem bolha, sem sintoma sistêmico), a provocação oral direta com amoxicilina, sem teste cutâneo, é segura e recomendada (AAAAI/ACAAI 2022; AEP 2019). Reação imediata (até 1 h) ou anafilaxia exige teste cutâneo antes. SSJ/NET, DRESS, pustulose e doença do soro-like contraindicam a reexposição e são 🔴 na fase aguda. Na hipersensibilidade a anti-inflamatório, até a avaliação, o analgésico possível é o paracetamol (AEP 2019). Anafilaxia: adrenalina IM 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg na criança, 0,5 mg no adolescente) e pronto-socorro.

1.O que é e como se apresenta

Reação adversa a medicamento é qualquer efeito nocivo e não intencional; a maioria é previsível (dose, efeito colateral). Hipersensibilidade é a reação imprevisível, alérgica (IgE ou linfócito T) ou não alérgica (por exemplo, inibição da COX pelos anti-inflamatórios). Em crianças, os fármacos mais envolvidos são os betalactâmicos, sobretudo a amoxicilina, seguidos dos anti-inflamatórios; as reações mais frequentes são não imediatas, com exantema maculopapular ou urticária tardia (AEP 2019).

Pela cronologia (NICE CG183, 2014):

Tipo Quadro Início típico
Imediata Anafilaxia; urticária ou angioedema sem sintoma sistêmico; broncoespasmo (AINE) Em geral < 1 h após a dose
Não imediata sem envolvimento sistêmico Exantema maculopapular generalizado; eritema pigmentar fixo 6–10 dias após o início, ou até 3 dias na reexposição
Não imediata com envolvimento sistêmico DRESS: exantema extenso ou eritrodermia, febre, linfonodos, hepatite, eosinofilia 2–6 semanas após o início
SSJ/NET: pele dolorosa, febre, erosões mucosas, bolhas, descolamento 7–14 dias após o início
Pustulose exantemática generalizada aguda (AGEP): pústulas estéreis difusas, febre, neutrofilia Dias

Doença do soro-like: 1–3 semanas após cefaclor ou amoxicilina, placas urticariformes ou equimóticas, febre e artralgia ou artrite de mãos e pés, sem mucosa (documento Urticária aguda do site).

Por que o rótulo erra: infecções virais (inclusive EBV) causam exantema durante o antibiótico; a urticária infecciosa é frequente; a família lembra mal; a alergia verdadeira se perde com o tempo (SBP 2020; AAAAI/ACAAI 2022).

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Exantema maculopapular ou urticária tardia (horas a dias), sem mucosa, sem bolha, sem febre alta nem sintoma sistêmico, criança bem; ou história não sugestiva de alergia (diarreia, náusea, cefaleia, alergia só em familiar) Suspender o fármaco suspeito se a reação está em curso e trocar se ainda for necessário; anti-H1 de 2ª geração; registrar como "reação a esclarecer"; encaminhar ao alergista para desrotulagem (provocação direta); história não sugestiva: desrotular
🟡 Moderada Urticária ou angioedema imediatos (< 1 h) sem sintoma sistêmico; reação com angioedema importante; doença do soro-like sem toxemia; reação a AINE com urticária ou angioedema; eritema pigmentar fixo Suspender; anti-H1 e, se extenso, curso curto de corticoide; encaminhar ao alergista com prioridade; não reexpor antes da avaliação
🔴 Grave Anafilaxia; broncoespasmo grave por AINE; SSJ/NET (pele dolorosa, bolhas, ≥ 2 mucosas); DRESS (febre, eritrodermia, edema facial, linfonodos, eosinofilia, hepatite); AGEP extensa; doença do soro-like com toxemia Pronto-socorro/hospital: adrenalina IM na anafilaxia; nos tardios graves, suspender todos os suspeitos e internar; nunca reexpor

Fatores que elevam a gravidade

  • Reação imediata, anafilaxia prévia, asma mal controlada.
  • Anticonvulsivantes aromáticos (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital), lamotrigina, sulfonamidas, alopurinol e AINE — os principais causadores de SSJ/NET e DRESS (AEP 2019; documento Bolhas na pele da criança — da infecção à epidermólise bolhosa).
  • Medicamento iniciado nas últimas 8 semanas com febre e pele dolorosa; infecção viral concomitante.
  • Doença que exige betalactâmico com frequência (infecções de repetição, imunodeficiência, fibrose cística, doença falciforme).

3.Diagnóstico no consultório

História estruturada (NICE CG183; AAAAI/ACAAI 2022): nome do fármaco, dose, via e motivo; intervalo entre a dose e os sintomas (1ª dose? quantos dias?); descrição e fotos; mucosas, bolhas, febre; tratamento recebido; outros fármacos simultâneos; se já usou o mesmo grupo depois sem reação. Registre no prontuário e na caderneta: fármaco, reação, gravidade e data.

Estratificação do rótulo de alergia à penicilina:

Grupo História Conduta
Não sugestiva de alergia Sintomas gastrintestinais, cefaleia, alergia só em familiar Retirar o rótulo sem teste; se a família hesitar, provocação com dose única (AAAAI/ACAAI 2022)
Baixo risco Exantema maculopapular ou urticária tardia, sem mucosa, bolha ou sintoma sistêmico Provocação oral direta com amoxicilina, sem teste cutâneo (AAAAI/ACAAI 2022, recomendação forte; AEP 2019)
Alto risco Anafilaxia ou urticária/angioedema imediatos (sobretudo recentes) Teste cutâneo pelo alergista antes da provocação (AAAAI/ACAAI 2022)
Contraindicação à reexposição SSJ/NET, DRESS, AGEP, nefrite, hemólise Não reexpor; a provocação é contraindicada (AEP 2019)

Provocação oral (padrão-ouro): o fármaco é administrado em ambiente com monitorização e adrenalina disponível, em 1 ou 2 etapas (por exemplo, 10% e depois 90% da dose terapêutica), com observação após a dose; provocações de vários dias não são recomendadas, pois a provocação de 1 dia detecta a maioria das reações tardias (AAAAI/ACAAI 2022). A IgE específica tem sensibilidade limitada: resultado negativo não exclui alergia; teste de contato e intradérmico de leitura tardia ajudam em reações tardias graves, no especialista.

Diagnóstico diferencial: exantema viral (inclusive EBV com amoxicilina); urticária aguda infecciosa; doença de Kawasaki; síndrome da pele escaldada estafilocócica; reação local à injeção; síncope vasovagal.

4.Tratamento e seguimento

Reação aguda: suspender o fármaco suspeito (mantendo o tratamento da infecção com alternativa adequada); anti-H1 de 2ª geração no prurido e na urticária; corticoide oral curto nos quadros extensos (padrão do site: prednisolona 1 mg/kg/dia, máx. 40 mg/dia, 3–5 dias); adrenalina IM na anafilaxia (ver Anafilaxia e autoaplicador de adrenalina).

Antibiótico enquanto a criança tem o rótulo (alternativas do site, documento Uso racional de antimicrobianos):

  • Reação não anafilática à penicilina: cefalosporina pode ser usada sem teste (AAAAI/ACAAI 2022) — OMA: cefuroxima 30 mg/kg/dia 12/12 h (AAP); faringite: cefalexina 20 mg/kg/dose 12/12 h (máx. 500 mg).
  • Anafilaxia ou reação imediata à penicilina: faringite — clindamicina 7 mg/kg/dose 8/8 h (máx. 300 mg) ou azitromicina 12 mg/kg/dia por 5 dias (máx. 500 mg) (IDSA/CDC, documento do site); se uma cefalosporina for necessária, preferir as de cadeia lateral diferente (por exemplo, cefazolina), que podem ser dadas sem teste (AAAAI/ACAAI 2022).
  • Carbapenêmico pode ser dado a quem tem alergia a penicilina ou cefalosporina, sem teste (AAAAI/ACAAI 2022).
Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Adrenalina 1 mg/mL IM 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg na criança; 0,5 mg no adolescente) Repetir em 5–15 min Emergência Padrão do site (Protocolo de Anafilaxia)
Anti-H1 de 2ª geração VO Dose de bula para a idade Conforme bula Enquanto houver lesões SBP 2023; doses no documento Urticária aguda
Prednisolona ou prednisona VO 1 mg/kg/dia (máx. 40 mg/dia) 1 vez ao dia 3–5 dias Padrão do site; reação cutânea extensa não grave
Prednisona VO (DRESS — hospital/especialista) ≥ 1 mg/kg/dia 1 vez ao dia ≥ 8 semanas, com redução lenta SBP, DC nº 220/2025; pulso de metilprednisolona 30 mg/kg/dia por 3 dias se não houver melhora
Paracetamol (febre ou dor na hipersensibilidade a AINE) 10–15 mg/kg/dose (máx. 75 mg/kg/dia) 4–6 h Até 48–72 h sem reavaliação Padrão do site; único analgésico indicado antes do estudo alergológico (AEP 2019)

Hipersensibilidade a anti-inflamatórios (AINE):

  • Tipos: reação por intolerância cruzada (inibição da COX-1; reage a vários AINE de grupos diferentes — urticária, angioedema, broncoespasmo) e reação seletiva a um único AINE ou grupo (alérgica) (AEP 2019).
  • Até o estudo alergológico, o único analgésico a indicar é o paracetamol (AEP 2019), nas doses do site; a dipirona é um AINE do grupo das pirazolonas e não deve ser usada até a avaliação. Na intolerância cruzada, evitar todos os AINE não seletivos, inclusive os de venda livre (NICE CG183).
  • Inibidor seletivo da COX-2 só pelo especialista, com teste de tolerância e respeitando a idade de bula (AEP 2019; NICE CG183); nunca no serviço não especializado após reação grave (NICE CG183).
  • Encaminhar ao alergista quando a criança precisa de AINE (por exemplo, doença reumatológica) ou teve anafilaxia, angioedema grave ou broncoespasmo (NICE CG183).

Reações cutâneas graves (SSJ/NET, DRESS, AGEP): reconhecer, suspender todos os suspeitos e internar; o tratamento é hospitalar (ver Urticária, angioedema, eritema multiforme e SSJ/NET e Bolhas na pele da criança — da infecção à epidermólise bolhosa). O fármaco e os de estrutura semelhante ficam proibidos por toda a vida; na carbamazepina, fenitoína e fenobarbital há reatividade cruzada entre anticonvulsivantes aromáticos — a troca é do neurologista.

Vacinas e alergia (coerente com o documento Eventos supostamente atribuíveis à vacinação):

  • Única contraindicação comum a todas as vacinas: anafilaxia a dose anterior ou a um componente. Depois de anafilaxia pós-vacinal, a vacina e seus componentes ficam contraindicados até avaliação do alergista e do CRIE.
  • Alergia a penicilina ou a outros medicamentos não contraindica vacinas (MS; CDC).
  • Alergia a ovo, mesmo anafilática, não contraindica a tríplice ou a tetraviral: vacinar com a observação habitual; na febre amarela, anafilaxia ao ovo → CRIE (documento ESAVI do site); alergia não grave a ovo não contraindica a influenza inativada (CDC).
  • Observar pelo menos 15 minutos após a vacina, com o adolescente sentado (MS); o serviço precisa de adrenalina e equipe treinada.

O que é do pediatra: história e registro corretos, retirada do rótulo quando a história não é sugestiva, escolha do antibiótico alternativo, reconhecimento das formas graves, encaminhamento. O que é do especialista: testes cutâneos, provocação, dessensibilização (quando o fármaco é indispensável e a reação foi imediata — AEP 2019), investigação de reações graves.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Anafilaxia, mesmo após melhora com adrenalina; broncoespasmo grave após AINE.
  • Pele dolorosa, bolhas, descolamento, Nikolsky positivo ou erosões em duas ou mais mucosas (SSJ/NET).
  • Febre, exantema extenso ou eritrodermia, edema facial e linfonodos 2–6 semanas após iniciar anticonvulsivante, sulfa ou outro fármaco (DRESS); icterícia, oligúria ou dispneia.
  • Pústulas difusas com febre (AGEP); doença do soro-like com toxemia, artrite incapacitante ou recusa alimentar.

Como encaminhar: adrenalina IM antes de tudo na anafilaxia, posição adequada e SAMU (192); nas tardias graves, suspender todos os fármacos suspeitos e levar a lista com doses e datas; oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98% se necessário; acesso e cristaloide se má perfusão, sem atrasar o transporte; pele coberta com lençol limpo, sem esparadrapo; contato prévio com o serviço.

Encaminhar ao alergista (sem urgência, mas sem deixar para depois): todo rótulo de alergia a betalactâmico em criança que precisa ou precisará do antibiótico, sobretudo com infecções de repetição ou imunodeficiência; reação a betalactâmico e a outra classe; reação a anestésico (NICE CG183). Com prioridade: após anafilaxia, reação imediata ou reação cutânea grave.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Manchas no corpo no 5º dia de amoxicilina, numa criança com virose, muitas vezes não são alergia. Não rotule sem avaliação: o teste pode liberar o antibiótico de novo."
  • "Fotografe a reação e anote o remédio, a dose e os dias de uso."
  • "Até a avaliação, avise todo médico, dentista e farmacêutico sobre a reação."
  • "Se a reação foi a anti-inflamatório, use só paracetamol para febre e dor até a consulta com o alergista; não use dipirona, ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida ou AAS."
  • "Alergia a remédio não impede as vacinas do calendário."
  • Pronto-socorro ou SAMU (192) se: falta de ar, chiado, voz rouca, inchaço da língua, desmaio; pele que dói, bolhas, feridas na boca ou nos olhos; febre alta com manchas no corpo todo, inchaço do rosto ou pele amarelada semanas depois de começar um remédio.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Versão consultada Alergia à penicilina, 16/03/2020; Diretrizes nº 118, 24/11/2023; DC nº 220, 25/07/2025 Manual de ESAVI, 4ª ed. (via documento do site) Sem diretriz própria localizada; AAAAI/ACAAI 2022 como apoio CG183, 03/09/2014 Protocolo de reações a medicamentos, 2019 Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Rótulo de penicilina > 90% toleram; não rotular sem especialista e provocação — Retirar rótulos proativamente (AAAAI/ACAAI) Documentar; encaminhar se precisa de betalactâmico Provocação confirma < 10% nas cutâneas leves — — Segue o NICE
Provocação direta Pelo especialista — Recomendada na criança com reação cutânea benigna, sem teste cutâneo — Aceita se reação não imediata e cutânea leve — — Segue o NICE
Cefalosporina no alérgico — — Pode ser usada se reação não anafilática; cadeia lateral diferente após anafilaxia — — — — Segue o NICE
AINE — — Inibidor de COX-2 como alternativa Evitar todos os não seletivos; COX-2 com cautela Só paracetamol antes do estudo — — Segue o NICE
Reações graves Corticoide no DRESS (≥ 8 semanas); evidência fraca na SSJ/NET — — Encaminhar a serviço especializado Provocação contraindicada — — Segue o NICE
Vacinas — Só anafilaxia a dose ou componente contraindica — — — — — Segue o NICE

Leitura: há convergência em que a maioria dos rótulos de alergia à penicilina é falsa, em que o rótulo deve ser investigado e retirado, em que a provocação oral é o padrão-ouro e em que as reações cutâneas graves contraindicam a reexposição. Divergências: (1) quem faz a provocação — a SBP (2020, 2023) a coloca nas mãos do especialista, enquanto a AAAAI/ACAAI 2022 recomenda a provocação direta com amoxicilina na criança de baixo risco, sem teste cutâneo, e há experiências de desrotulagem na atenção primária; (2) cefalosporinas — a AAAAI/ACAAI libera qualquer cefalosporina após reação não anafilática à penicilina não confirmada, posição sem equivalente explícito na SBP; (3) AINE — a AEP restringe a analgesia ao paracetamol antes do estudo, e o NICE e a AAAAI/ACAAI aceitam o inibidor de COX-2 com cautela, fora da idade de bula na criança. O AAP não tem diretriz própria localizada; o Ministério da Saúde se pronuncia sobre vacinas. Posição do site: SBP — não firmar o diagnóstico sem avaliação e provocação, encaminhando ao alergista, que, na criança de baixo risco, faz a provocação direta sem teste cutâneo (AAAAI/ACAAI 2022; AEP 2019); antibióticos alternativos conforme o documento Uso racional de antimicrobianos; vacinas conforme o MS e o CRIE.

Pontos práticos
  1. Exantema dias após a amoxicilina durante virose quase nunca é alergia: registre como "reação a esclarecer" e encaminhe para desrotulagem.
  2. Criança de baixo risco (reação cutânea benigna tardia) é candidata à provocação oral direta com amoxicilina, sem teste cutâneo; reação imediata ou anafilaxia exige teste cutâneo antes.
  3. SSJ/NET, DRESS, AGEP e doença do soro-like grave contraindicam a reexposição; febre, pele dolorosa e mucosas após medicamento recente é hospital.
  4. Com rótulo não anafilático, cefalosporina pode ser usada; após anafilaxia, prefira cadeia lateral diferente ou não betalactâmico.
  5. Reação a anti-inflamatório: só paracetamol até o alergista; nada de dipirona, ibuprofeno ou AAS.
  6. Alergia a medicamento não contraindica vacinas; só a anafilaxia a dose ou componente, que vai ao CRIE.

Veja também, nesta Biblioteca: Anafilaxia e autoaplicador de adrenalina, Urticária, angioedema, eritema multiforme e SSJ/NET e Angioedema hereditário (nesta área); Uso racional de antimicrobianos em pediatria — quando, qual e por quanto tempo (Infectologia); Urticária aguda e Otite média aguda (e otite externa) (Patologias do consultório); Bolhas na pele da criança — da infecção à epidermólise bolhosa (Dermatologia); Eventos supostamente atribuíveis à vacinação (ESAVI) e contraindicações verdadeiras e falsas (Imunizações); Protocolo de Anafilaxia (Urgências e emergências); Alergia a Medicamentos (Guia para Pais) (Pais e cuidadores).

8.Fontes

  • SBP, Departamento Científico de Alergia. Alergia à Penicilina, 16/03/2020. sbp.com.br
  • SBP, Departamentos Científicos de Alergia e de Dermatologia. Abordagem da urticária na criança e no adolescente. Diretrizes nº 118, 24/11/2023. PDF
  • SBP, Departamento Científico de Alergia. Uso de corticosteroides sistêmicos em doenças alérgicas em Pediatria. Documento Científico nº 220, 25/07/2025. PDF
  • Khan DA, Banerji A et al. Drug allergy — a 2022 practice parameter update (AAAAI/ACAAI Joint Task Force). J Allergy Clin Immunol, 12/2022. PDF
  • NICE. Drug allergy — diagnosis and management. CG183, 03/09/2014. nice.org.uk
  • AEP. Muñoz Román C, Vilá Indurain B. Reacciones adversas a medicamentos — alergia a antibióticos, AINE, otros. Protoc diagn ter pediatr, 2019;2:297–314. PDF
  • CDC/ACIP. Contraindications and precautions — General best practice guidelines for immunization. cdc.gov
  • Documentos do site: Uso racional de antimicrobianos (alternativas na alergia à penicilina); Eventos supostamente atribuíveis à vacinação (contraindicações verdadeiras e falsas); Protocolo de Anafilaxia; Urticária aguda.